Peixe de Muricy amadurece, esquece cartões vermelhos e vira 'zen' De 15 expulsões em 2010, Peixe caiu para 11 no ano passado e só uma até o momento em 2012. Cobrança é diária para time 'não perder a cabeça'


Muricy Ramalho, em treino do Santos, no CT
(Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)
Das tribunas da Vila Belmiro, Muricy Ramalho, recém-contratado à época, viu o Santos ter três jogadores expulsos na vitória por 3 a 2 sobre o Colo Colo, em abril, na Libertadores de 2011. O triunfo não escondeu a "pilha" do time, exaustivamente condenada pelo treinador. Um ano e um mês depois, com o técnico já consolidado no comando do Peixe, os cartões vermelhos diminuíram, a equipe amadureceu e hoje pode ser chamada de "zen".
Por isso, a ordem do treinador é não mudar nada contra o Guarani, na primeira final do Campeonato Paulista, neste domingo, às 16h, no Morumbi, com transmissão da TV Globo, Sportv e acompanhamento em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM.
- É final, mas é jogo de futebol. Tem de ser inteligente, não precisa de "pilha" para jogar futebol. Porque isso é ultrapassado e não motiva nada. Só tira concentração do atleta. Nosso time tem isso: apesar de jovens, já amadureceram bastante. Eles sabem o que não pode ser feito e estão em um ótimo momento psicológico - afirma o treinador.
Prova clara da evolução do Peixe está nos números. O aberto e encantador Santos de 2010, com Neymar, Ganso, Robinho & Cia., marcou pelas goleadas, mas era campeão de expulsões. Foram 15 durante toda a temporada do time de Dorival Júnior e Marcelo Martelotte, ex-auxiliar. Já no ano passado, o número caiu para 11, sendo sete dos cartões recebidos sob o comando de Muricy.
Neste ano, apesar de ainda no quinto mês, o Peixe só teve um jogador expulso: Ibson, na derrota no clássico contra o Palmeiras, por 2 a 1.  No mesmo período de 2011, o clube já tinha quatro expulsões.
Importante nesta mudança, Muricy lembra que o preparo emocional do time se deve ao trabalho psicológico feito no clube. Suas cobranças diárias também ajudam a colocar na cabeça dos jogadores a ordem de esquecer a arbitragem nos jogos.
- O lado emocional e psicológico é importante, temos pessoas que trabalham isso no Santos. Nosso time sabe controlar o jogo, dificilmente perdemos jogador. A primeira coisa que digo nas preleções é sobre arbitragem - explica.
De forma "zen" e amadurecido, o Alvinegro luta para refazer história e conquistar novamente o tri estadual, feito realizado pela última vez em São Paulo pelo próprio Santos, de 1967 a 1969. 

  Varjota  Esportes - Ce.   Globoesporte

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