Ganso, durante treino do Santos, no CT Rei Pelé
(Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)
(Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)
A novela Paulo Henrique
Ganso está chegando ao fim, e quem terminou
o capítulo desta quinta-feira com motivos para comemorar foi o Grêmio.
Dirigentes do DIS, empresa responsável por gerenciar a carreira do meia e dona
de 55% de seus direitos econômicos (os outros 45% são do Santos), estiveram em
duas reuniões paralelas no mesmo dia - com Paulo Pelaipe, diretor executivo de
futebol do Grêmio, em Porto Alegre, e Adalberto Baptista, diretor de futebol do
Tricolor do Morumbi, na capital paulista. Quem saiu mais animado dos encontros
foi Pelaipe.
- Estive à tarde reunido com eles (DIS). A situação está muita bem
encaminhada. Não temos divergências, chegamos a um denominador comum - disse
ele, após a vitória do Grêmio sobre o Náutico, por 2 a 0, no Olímpico.
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Segundo Pelaipe, o presidente gremista, Paulo Odone, busca agora
recursos para bancar os 45% que cabem ao Santos, avaliados em R$ 23,8 milhões.
O dirigente não quis dizer como ficaria a parte que cabe ao DIS, mas afirmou
estar bem otimista.
- O Odone está pilotando esse processo. O que eu tinha que fazer
como executivo eu fiz, de aproximar as partes. O Grêmio tem interesse. Os
números do atleta são compatíveis e viáveis. Esperamos que sejamos felizes
na negociação - disse Pelaipe.
O entusiamo gremista contrasta com a cautela
são-paulina. Dirigentes do Tricolor paulista e da DIS não atenderam às
ligações do GLOBOESPORTE.COM, mas a reportagem apurou que a expectativa é de
que o último capítulo da novela, como de praxe, seja nesta sexta-feira. Durante
toda a quinta, pessoas ligadas ao jogador afirmaram que ele só considerava a
hipótese de jogar no São Paulo, e que isso poderia ser definido a qualquer
momento. Porém, o DIS também se encontrou com o Grêmio para tratar do salário
que Ganso receberia no Sul. E, pelo que diz Pelaipe, o encontro foi proveitoso.
O Grêmio tem interesse. Os números do atleta são
compatíveis e viáveis. Esperamos que sejamos felizes na negociação"
Paulo Pelaipe, diretor executivo do Grêmio
O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, não esconde que
prefere ver o atleta no Grêmio, mais longe de um rival local. Porém, o
presidente do grupo de investidores, Delcir Sonda, rejeitaria a ideia por ser
torcedor e parceiro do arquirrival Internacional. Isso levaria o DIS a injetar
dinheiro numa parceria com o São Paulo para adquirir os 45% que o Peixe possui
sobre os direitos econômicos do meia (o DIS detém os demais 55%).
Em toda a negociação, que já dura 25 dias, essa foi a primeira vez que o
São Paulo acusou a pressão de outro clube. Antes, seus dirigentes não estavam
preocupados com a concorrência. O presidente gremista, Paulo Odone, afirmou que
foi Laor quem o procurou para saber de seu interesse. Ele conta com a ajuda de
três investidores para depositar os R$ 23,8 milhões na conta do Santos. E nesta
quinta, até mesmo o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, revelou que foi
procurado para contar com Ganso.
O desejo do jogador de atuar no Morumbi anima e tranquiliza a diretoria
do Tricolor paulista. Juvenal Juvêncio, que autorizou Adalberto a tomar frente
das negociações, quer o atleta e conta com a vontade de Ganso. O São Paulo reservou
a camisa 8, do volante Fabrício, para o suposto reforço e até consultou os
médicos da seleção brasileira a respeito de suas frequentes lesões. O clube
ouviu que o jogador não tem nenhum problema crônico.
A uma semana do fim das inscrições no Campeonato Brasileiro, todos os
lados se mostram desgastados com a longa negociação e esperam que o anúncio do
futuro de Ganso seja feito nesta sexta. Nem a renovação de contrato com o
Santos é descartada, embora o meia já tenha recusado as ofertas de aumento salarial.
Seria uma tremenda zebra. O Grêmio entrou forte no negócio, mas o São Paulo
ainda entende que é o favorito a levar o jogador.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte

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