O lateral-esquerdo Léo, do Santos, deixou o gramado da Vila Belmiro, após o empate por 0 a 0 com o São Paulo, neste domingo, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, fazendo duras críticas aos envolvidos na confusão em que se transformou o caso Paulo Henrique Ganso. Machucado, o meia é pivô de duas disputas: uma entre o Peixe e o Grupo DIS, que detém 55% de seus direitos, e outra entre a equipe alvinegra e o Tricolor, que quer contratá-lo.
Para Léo, Ganso precisa ser preservado, sob o risco de ter a carreira bastante prejudicada. Jogador mais experiente do elenco santista, o lateral cobra um desfecho rápido para a novela e deixa claro que está com o meia: diz que o camisa 10 merece ser valorizado pela diretoria santista.
- Não estou criticando a direção, mas o Ganso é um profissional que merece respeito. Não é uma crítica a uma pessoa específica. Só estou falando o que é real. Esse negócio de renova ou não renova já encheu o saco. É preciso valorizar o que o profissional faz pelo clube. O Ganso ainda é um menino. Não podem fazer isso com ele.
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As declarações de Léo não foram bem recebidas pelos dirigentes santistas. Pedro Luiz Nunes Conceição, membro do Comitê de Gestão do clube, afirma que o jogador errou ao comentar o assunto.
- Nunca viemos aos microfones falar que esse ou aquele jogou mal, ou está fora de forma. O relacionamento do atleta (Ganso) com o Santos, seu contrato, valorização, é algo que tem relação apenas com ele e o clube. Não é do interesse de outros atletas. Teremos uma conversa com o Léo sobre isso. Ele extrapolou, com certeza.
A relação entre Ganso e a diretoria santista também é muito ruim. Ele já declarou estar insatisfeito com sua situação no Santos. Cobra publicamente aumento de salário e provoca polêmica. Por outro lado, a diretoria alvinegra já emitiu notas oficiais expondo o jogador e provocando críticas de santistas (contra o Bahia, na Vila Belmiro, torcedores atiraram moedas no gramado e chamaram o jogador de mercenário).
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte

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