Seleção volta para casa após fiasco na Copa do Mundo

Brasil disputa seu primeiro jogo no País ainda sob a desconfiança
A seleção brasileira volta a jogar no País quase um ano após o fracasso na Copa do Mundo. Diante do México, às 17h, no Allianz Parque, o desafio do técnico Dunga e jogadores é vencer o amistoso em um ambiente de incertezas que toma conta do futebol brasileiro com o escândalo de corrupção da Fifa que atingiu a CBF.
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Este é o primeiro dos dois amistosos preparatórios para a Copa América do Chile, que começa nesta quinta-feira - o Brasil estreia dia 14 contra o Peru. A seleção se apresenta hoje em São Paulo com uma equipe renovada, técnico novo, mas sem seu principal astro, Neymar. Apesar da postura crítica da torcida paulista à seleção, a arena do Palmeiras deve receber cerca de 35 mil torcedores.
Neymar não joga porque ontem defendeu o Barcelona na final da Liga dos Campeões. Sua ausência, representa um desafio: como a seleção irá se comportar sem seu craque. 


Casimiro, Willian, Firmino e Geferson, durante sessão de treino da seleção brasileira na Granja Comary, em Teresópolis  

Casimiro, Willian, Firmino e Geferson, durante sessão de treino da seleção brasileira na Granja Comary, em Teresópolis 
A ansiedade se explica. Neymar é o único diferencial da seleção brasileira. Vive grande fase e ganhou o posto de capitão do time com Dunga. Mais: com a equipe sob o comando do treinador, que assumiu após a Copa, participou dos oito amistosos - oito vitórias - e foi decisivo nos mais complicados.
Além disso, ainda está fresco na memória o que ocorreu na Copa. Enquanto teve Neymar, a seleção seguiu em frente, mesmo aos trancos e barrancos. Quando o craque se contundiu na partida contra a Colômbia e não pôde mais jogar, a consequência foi a que se viu.
Para aumentar ainda mais o desafio de Dunga, quem deveria substituir Neymar não vai poder estar em campo esta tarde: Robinho sentiu dores no joelho direito no treino de quarta-feira e está em recuperação. Como ainda não está totalmente apto fisicamente, será poupado no amistoso com o México.
O objetivo é que se recupere para a partida da próxima quarta-feira, em Porto Alegre, contra Honduras ou, se não for possível, para que tenha condições de jogar na estreia na Copa América, se necessário, dia 14 contra o Peru, em Temuco.
Mas o desafio representado pela ausência de Neymar também representa uma oportunidade para encontrar um bom substituto, e, principalmente, uma maneira de a seleção jogar sem depender tanto do craque.
Dunga já começou a buscar essa opção durante os treinos táticos da semana. Deu ênfase à compactação da equipe, privilegiando a posse de bola e usando o contra-ataque como a principal opção ofensiva.
Roberto Firmino tem chance de começar a partida no ataque, ao lado de Diego Tardelli, por suas características. Mas Everton Ribeiro, que só se apresentou na quinta-feira por causa de compromissos com seu clube, o Al Ahli (Emirados Árabes), é opção. “Estou descansado, me sentindo bem e confiante. O importante é passar confiança para o Dunga, para que ele possa escolher quem se encaixa melhor na equipe."
No meio de campo, para a vaga de Oscar, que não foi convocado para a Copa América - o meia do Chelsea sofreu contusão quase ao fim da temporada europeia e Dunga achou melhor deixar que se recupere totalmente, visando às Eliminatórias - , Phillipe Coutinho saiu na frente na disputa. Se for bem hoje, será mantido. Do contrário, Dunga terá duas opções para testar: o próprio Everton Ribeiro e Douglas Costa.
O treinador optou pela experiência ao definir o substituto de Luiz Gustavo, cortado durante a semana por contusão. Ele vai escalar Fernandinho. O volante do Manchester City não é tão marcador como o jogador do Wolfsburg, mas às vezes exerce essa função na Inglaterra. Além disso, tem mais rodagem do que Casemiro e Fred, os outros postulantes à posição.
A seleção permanecerá em São Paulo até a noite de amanhã. À tarde faz treino fechado no Pacaembu e depois embarca para Porto Alegre. 



          Varjota  Esportes - Ce.              /              Estadão.

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