12ª RODADA GALO VENCE A SÉTIMA SEGUIDA E VOLTA AO TOPO: 2 A 0 EM CIMA DO SANTOS No Independência, time comandado pelo técnico Cuca derrota o desfalcado Peixe, que retorna para a zona de rebaixamento


Quando a fase é boa, até polêmicas e erros de arbitragem são superados. O Atlético-MG venceu o Santos por 2 a 0, na noite desta quinta, no Independência, não precisou dos dois gols anulados por impedimentos polêmicos durante a partida e voltou à liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Os gols de Danilinho e Réver colocam o Galo novamente na ponta da tabela, com 31 pontos, já que o Vasco havia vencido o Botafogo e dormiu na liderança, com 29, de quarta para quinta-feira.
Com um futebol envolvente e rápido, os comandados de Cuca conquistaram a sétima vitória consecutiva, e o Galo, a cada partida, se consolida ainda mais como verdadeiro candidato a uma vaga na Libertadores e, possivelmente, o título da competição. O Santos, bastante desfalcado e sem as estrelas Neymar e Ganso, atuou como time comum, com Muricy Ramalho abusando dos jogadores de marcação. O Peixe volta à zona de rebaixamento, com apenas dez pontos, na 18ª colocação.

Na próxima rodada, o Galo vai até o Rio de Janeiro, onde encara o Fluminense, domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão. No mesmo dia, o Santos recebe a Ponte Preta na Vila Belmiro, a partir das 18h30m.
Danilinho comemora o primeiro gol do Atlético-MG, marcado por ele (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)
A equipe de Muricy Ramalho contava com muitos desfalques e, com uma linha defensiva de cinco jogadores, chegando a seis, se virava para conter as investidas atleticanas logo nos primeros minutos. O jogo começou movimentado até que, aos 13 minutos, o bandeirinha José Carlos Dias Passos chamou para si a responsabilidade de anular um gol de Jô após lançamento primoroso de Ronaldinho Gaúcho. O árbitro apitou, mas o auxiliar assinalou impedimento inexistente do atacante do Galo.

O tempo era inimigo do Atlético-MG, amplamente favorito por conta do bom momento e, claro, devido às ausências do adversário. A impaciência da torcida por conta da arbitragem parecia ser transmitida para a equipe mineira, que errava no posicionamento e ficava constantemente em impedimento.

O Santos quase aproveitou para estragar a festa da torcida do Galo. Aos 37, Bruno Peres aproveitou desvio de cabeça e conseguiu acertar o travessão. O lance parece ter acordado os donos da casa, que retribuíram na trave de Aranha após chute do lateral-direito Marcos Rocha, quase sem ângulo, dois minutos depois.

E se precisava de algo diferente para agitar ainda mais os torcedores, o Galo fez. Depois de boa jogada do volante Pierre pela direita, Marcos Rocha foi pela esquerda e cruzou para Danilinho chutar e soltar o grito de gol no Independência. Foi o quinto gol do meia, que tornou-se artilheiro do time na competição.

A revolta dos atleticanos com a arbitragem era tão grande que alguns torcedores do Galo no estádio não gritaram gol, mas xingaram bastante o trio do apito. O placar parcial fez justiça à equipe que tomou a iniciativa desde o início da partida.
Mais um
Na etapa complementar, o placar favorável tranquilizou o Galo, que começou arrasador. Danilinho e Bernard perderam boas chances de ampliar o marcador ao chutar rente à trave de Aranha. E o Galo teve mais um gol anulado de forma polêmica. Bernard completou para o gol um passe de Marcos Rocha. Ele estava na mesma linha da zaga, mas Roberto Braatz invalidou o lance.
Muricy resolveu mudar, e João Pedro deu lugar ao atacante Victor Andrade. A intenção do treinador do Peixe era povoar mais o ataque santista, já que Bill lutava sozinho contra a defesa do Galo.

Mas o líder do Campeonato Brasileiro mostrou que vive em estado de graça. Marcos Rocha, responsável direto pelo primeiro gol, roubou a bola de Léo, foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Leonardo Silva. Aranha defendeu, e a bola sobrou para Réver empurrar para as redes. Delírio no Independência. O jogo seguiu com o Galo perdendo chances no contra-ataque, e o Santos, esporadicamente, tentando sem sucesso chegar ao gol de Victor. 

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