As cenas da partida contra a Rússia ainda vão ficar por muito tempo na cabeça de Bernardinho. Aquela medalha de ouro que escapou das mãos fez o técnico se questionar se poderia ter feito algo diferente para evitar a virada inesperada. Como técnico, ainda buscava respostas. Como pai, trocou as palavras pelas lágrimas. Se emocionou ao saber que Bruninho tinha chorado no segundo degrau do pódio e disse que isso também pesará na sua decisão de continuar ou no comando da seleção até os Jogos do Rio, em 2016.
- Ainda bem que não vi. É uma das coisas que vou ter que pensar porque é situação difícil principalmente para ele, pela cobrança. É uma das coisas mais difíceis trabalhar com filho. Em alguns momentos as pessoas tentam me atingir por meio do Bruno. Acho que ele foi o melhor levantador das Olimpíadas e fez o sistema funcionar. Mas isso também irá pesar na minha avaliação de continuar ou não na seleção. É claro que as Olimpíadas são o máximo, mas não é justo para o povo brasileiro que eu tome a decisão baseada em ego - disse.
Conforme promessa feita à família, Bernardinho terá até abril de 2013 para escolher se continuará apenas no clube ou no comando do Brasil.
- Isso é a única coisa certa na minha vida. Após a temporada com o Rio de Janeiro não vou continuar nas duas frentes. Prometi isso a minha família. Se não vou continuar aqui vou continuar ali. E se não for lá é aqui. Agora vou ficar ruminando um pouco essa final. Tenho que pensar o que quero fazer. Acho que o técnico para o próximo ciclo tem que ser exclusivo porque o foco tem que ser absoluto. A concorrência vai ser grande, os Jogos vão ser em casa e haverá mais pressão. Vamos ter que alçar alguns jogadores da seleção de base e correr alguns riscos.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte

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