Cruzeiro e América-MG fazem clássico morno e se complicam

Os torcedores de Cruzeiro e América-MG, que compareceram neste domingo, na Arena do Jacaré, acompanharam um clássico morno, que terminou com um empate em 0 a 0 que não agradou nenhuma das duas equipes. Apesar da vontade demonstrada em campo pelos jogadores da Raposa e do Coelho, a forte marcação prevaleceu sobre a criatividade dos atletas, e dessa forma, o placar permaneceu inalterado durante os 90 minutos.
Com o resultado, o Cruzeiro desperdiça a chance de subir na tabela e permanece estacionado na 14º colocação com 29 pontos. Já a situação do América-MG é muito mais complicada, e a equipe vê a cada dia as chances de permanecer na elite do futebol brasileiros mais distantes. O Coelho é o último colocado da competição com apenas 19 pontos, em 24 jogos disputados.
Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro vai visitar, na próxima quarta-feira, o Coritiba, partida marcada para, às 20h30, no estádio Couto Pereira. Já o América-MG recebe o Santos, no mesmo dia e horário, no Parque do Sabiá, em Uberlândia.
Arte GE.Net
O jogo - Com as duas equipes precisando da vitória, Cruzeiro e América-MG iniciaram a partida com muita movimentação. Aos quatro minutos, o zagueiro Micão desviou cobrança de escanteio pela direita e quase abriu o placar na Arena do Jacaré. Com dificuldades para concluir os ataques, o time celeste explorou muito as jogadas pelos lados do campo, mas a zaga do Coelho começou o jogo bem atenta.Aos dez minutos, em cobrança de falta, Roger assustou o goleiro Neneca, mas a bola desviou na defesa americana e foi para escanteio. Aos poucos, o Cruzeiro passou a ter mais posse de bola no meio-campo, enquanto o time de Givanildo exerceu uma forte marcação, quase sempre atrás da linha da bola, aguardando a chance de encaixar um contra-ataque.
O primeiro erro do setor defensivo do América-MG aconteceu aos 15 minutos. Após corte mal feito por Micão, o volante Charles aproveitou o rebote, e da marca do pênalti não conseguiu acertar o alvo, mandando sobre o travessão. Aos 24, Irênio teve uma ótima chance de marcar, porém, o arremate com a canhota tocou no bico da chuteira do zagueiro Naldo e saiu em escanteio, levantando os torcedores do Coelho nas arquibancadas.
O lance motivou o time americano, que começou a sair mais para o jogo e a levar perigo ao goleiro Fábio. As principais investidas surgiam quase sempre dos lances de bola parada, e em contra-ataques rápidos utilizando os laterais Gilson e Marcos Rocha. Aos 31, o Cruzeiro deu a resposta ao Coelho, com uma jogada entre Montillo e Ortigoza, que terminou com a conclusão do avante Bobô, assustando o arqueiro Neneca.
Após alguns minutos de supremacia do América-MG, o time de Emerson Ávila voltou a ter as rédeas do jogo. Demonstrando muita insatisfação com o volante Dudu, que entrou em campo para marcar o argentino Montillo, o técnico Givanildo Oliveira não quis nem aguardar o fim do primeiro tempo e sacou o jogador para entrada de Leandro Ferreira.
O panorama da etapa complementar não foi alterado em relação ao primeiro tempo, ou seja, um domínio das ações por parte do Cruzeiro, mas que não conseguiu concluir as jogadas com qualidade. Para melhorar este fundamento, o treinador celeste resolveu trocar Bobô, que desperdiçou várias chances por Keirrison.
Com Roger e Montillo, sem muita inspiração pelo lado cruzeirense e Irênio sendo facilmente anulado pelos marcadores da Raposa, a qualidade técnica do jogo deixou muito a desejar aos torcedores. Aos 18, Marcos Rocha conseguiu excelente jogada pela direita e cruzou na medida para André Dias, que cabeceou para fora, em raro momento de futebol bem jogado.
A partir dos 20 minutos, a torcida do Cruzeiro acordou nas arquibancadas da Arena do Jacaré, mas não para comemorar uma boa jogada, e sim para pedir raça do time dentro de campo. As cobranças surtiram efeito, e aos 26, o volante Charles apareceu livre na área, e finalizou com violência, Neneca operou milagre para salvar o América-MG.
Aos 31, finalmente Montillo e Roger conseguiram trocar passes com eficiência, mas Roger concluiu a jogada sem perigo. Na base da vontade, os dois times tentaram até o apito final modificar o placar, mas em uma noite em que o bom futebol passou longe de Sete Lagoas, o marcador ficou mesmo na igualdade sem gols.  

 Gazetaesportiva / Varjota Esportes.

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