Zico e Júnior expuseram nesta semana o rompimento do cordão umbilical com o Flamengo. Em entrevistas ao jornal “Extra”, os dois maiores ídolos da geração vitoriosa da década de 80 contaram que não pisam mais na Gávea e tampouco torcem à distância pelo Rubro-Negro. Ambos culparam as passagens como dirigentes do clube – Júnior em 2004 e Zico em 2010 – pelo distanciamento.
As críticas têm como alvo o o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, conhecido como capitão Léo. Ele foi o responsável pela instauração do inquérito para apurar o convênio entre Flamengo e CFZ, clube que Zico repassou no ano passado a um grupo de investidores. Há uma acusação de que o contrato foi danoso ao Fla.
- As contas de 2010 estão atrasadas porque até o momento o CFZ não devolveu ao Flamengo os direitos econômicos dos nossos atletas – acusou o presidente do Conselho Fiscal.
Ele prosseguiu:
- Pelo que sei e está registrado nos nossos balanços, o Flamengo honrou todos os compromissos financeiros com os dois. Não há motivo para reclamar. Tanto o Júnior quanto o Zico queriam dividir o Flamengo em dois, transformando o futebol em empresa e deixando as dívidas com os sócios proprietários. Só que não deixamos e daí surgiu a mágoa.
Capitão Léo disse que o momento para as críticas é inoportuno, alfinetou Santos e Botafogo e deu a entender que Zico e Júnior torcem contra por outro motivo:
- Talvez eles falem isso por causa do sucesso do Ronaldinho. Flamengo tem que se libertar dessa geração de 81 e pensar em ganhar outra Libertadores, outro Mundial. Os campeões da Copa do Mundo de 70 ficaram anos criticando o futebol brasileiro e agora acontece a mesma coisa no Flamengo... A instituição está acima dos homens. O Flamengo não é o Santos, que só existe por causa do Pelé. Torcer contra nessa hora não conta nada. Temos que apoiar todos os jogadores e ganhar do nosso freguês Botafogo.
Mas, apesar do discurso firme, posicionar-se contrariamente aos ídolos tornou Leonardo Ribeiro alvo fácil de torcedores em redes sociais. Ele garante que não se importa com as ofensas.
- A torcida está certa. Eles são ídolos e eu sou um mero mortal que sai da Gávea todos os dias e pega ônibus para voltar para casa. Mas gostaria que os torcedores virassem sócio para conhecer a realidade dos fatos. Eles apoiam os ídolos porque não sabem da verdade. O Flamengo tem que ser um clube ainda mais democrático, com 100 mil sócios. Com certeza todos eles mudariam de opinião – disse Leonardo.
Globoesporte.com / Varjota Esportes.
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