- Juro que eu sonhei que era eu quem cruzava para o Túlio marcar o milésimo gol. Até contei para ele. Imagina como seria isso! Se o Botafogo me chamasse para jogar com ele seria a realização da minha vida. Pronto, acabava. Não precisaria de mais nada – disse Télvio.
Apesar da contagem regressiva de Túlio ser contestada pelos registros dos clubes, Télvio não levanta qualquer suspeita e defende o irmão. Sem contrato profissional há 12 anos, o atacante seguiu os passos do gêmeo na maioria dos times em que jogou. Atuou no Vila Nova, Botafogo (assita ao vídeo abaixo), Sion (Suíça) e no Fluminense de 1991, "de Ézio e Ricardo Pinto", como ele mesmo descreveu.
- Já parei de jogar há um tempo. Agora é só no amador, no estilo showbol. Quando recebo convite, ganho um cachê. Aquela coisa de uns R$ 300 aqui, R$ 500 ali. O que eu recebo, invisto – disse o atacante.
- Adoro criança. Queria ensinar a jogar, mas ainda não tive a oportunidade. Um dia, quem sabe? – questionou o jogador, que não tem filhos.
Enquanto não consegue uma vaga como comandante de uma escolinha e o irmão não alcança o sonho do milésimo gol, Télvio mantém a rotina tranquila em Goiânia.
- Não tenho do que reclamar. Estou solteiro, só curtindo (risos) – finalizou, no melhor estilo da família Maravilha.

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