Para Tite, títulos e rodagem blindam Luxemburgo e Felipão durante crises Sempre questionado no Corinthians, treinador admite que falta de grande conquista no Sudeste ainda o atrapalha em momentos de instabilidade

A cada derrota do Corinthians, Tite já sabe que terá de enfrentar a pressão sobre se continuará ou não no comando da equipe. A liderança do Campeonato Brasileiro e a promessa do presidente Andrés Sanches de que seguirá até o encerramento do torneio não são capazes de amenizar a cobrança. Mas, nos também gigantes Flamengo e Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari escapam da cobrança seja qual for o tamanho da crise. Para o treinador corintiano, a experiência e os títulos deixam ambos imunes a qualquer tormenta.
- O Vanderlei é de uma geração mais rodada, o Felipão é campeão do mundo. Tem o lastro dos títulos. É normal. Eu sou de outra geração. É também por ter conquistado sete títulos no Rio Grande do Sul e não ter tido nenhum aqui. Tem a carreira, a conquista de títulos, o tempo. Se é justo ou não é outra história – afirmou.

Tite prefere não falar se há justiça na cobrança feita sobre seu trabalho, mas tenta valorizar tudo o que realizou no Corinthians até agora. O treinador lembra que perdeu quase dez jogadores desde o final do Brasileirão do ano passado e conseguiu remontar a equipe. Em 2011, ele chora apenas a eliminação na fase prévia da Taça Libertadores para o Tolima-COL e exalta as campanhas no Paulistão (vice-campeão) e no Brasileirão (líder há 17 rodadas).

- Não temos sete titulares do time do ano passado. São sete de linha, do jogo, e mantivemos o grau. Chegamos à final do Paulista e agora somos líderes – ressaltou.
Enquanto Tite sofre no Corinthians, Vanderlei Luxemburgo segue tranquilo mesmo com o Flamengo despencando na tabela e acumulando oito partidas sem vencer. O treinador continua firme com os rubro-negros e a direção. No Palmeiras, Felipão conta com o apoio da maioria dos palmeirenses, que preferem cobrar jogadores e dirigentes.
Tite, aliás, garante que entende a paixão do torcedor. Na semana passada, um grupo de corintianos foi ao CT Joaquim Grava protestar pelo mau momento. Alguns chegaram a invadir o local, mas foram contidos por seguranças antes que se aproximassem do grupo de jogadores.
- Estamos em clubes que são de massa, com muita visibilidade. Precisamos compreender esse lado do torcedor – completou.  


  Globoesporte.com  / Varjota Esportes.

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