No fim da noite deste domingo, o Flamengo desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e o roteiro após nova derrota foi o esperado: caras fechadas. Paralelamente à chegada rubro-negra, o zagueiro Réver, do Atlético-MG, apareceu sorridente, feliz pela vitória do Galo por 2 a 0 sobre o Bahia e por integrar a Seleção Brasileira que enfrentará a Argentina, na próxima quarta-feira, em Córdoba. O triunfo conquistado em Sete Lagoas, segundo o jogador, pode limpar de vez o tempo no Alvinegro.
– Desde o ano passado fica essa dúvida: como pode o Atlético com o elenco que tem, no papel, não engrenar? Espero que essa nuvem negra esteja chegando ao fim com mais uma vitória e que possamos colocar o Atlético, um clube de muita tradição, nas primeiras colocações do Brasileiro – disse.
Sentado em um canto do aeroporto e livre dos flashes que geralmente acompanham um jogador de Seleção, ele atendia telefonemas e mexia em seu computador. Ainda que bem distraído com seus aparelhos eletrônicos nas mãos, Réver não escondia a ansiedade por poder representar o Brasil no clássico de maior rivalidade das Américas.
– Eu já tinha sido convocado pelo Mano para o jogo do Qatar (realizado em Doha, no dia 18 de novembro de 2010 e que terminou em 1 a 0 para os hermanos). Agora vivo uma expectativa muito grande de ser utilizado, ainda mais numa convocação em que só foram chamados atletas que jogam no Brasil. O sabor é diferente, num clássico sul-americano. Estou muito feliz pela oportunidade e espero corresponder à altura – afirmou.
Para o jogo de volta contra os argentinos, em Belém, no próximo dia 28, Réver brinca com a possibilidade de ver a Argentina "fritando" no calor do Norte brasileiro.
– É quente lá... (risos). Sem dúvida os argentinos vão sofrer muito, mas muitos brasileiros atuam em regiões não tão quentes e também não estão acostumados. Não vai ser o fator determinante para o jogo, mas pode acabar nos ajudando – completou.
Globoesporte.com

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