Marcação, velocidade e muita vontade. Ingredientes fundamentais para se vencer uma partida de futebol. Mas nada disso adianta se não há a pitada essencial: qualidade, que sobrou para Schwenck. Em sua segunda partida com a camisa do Guarani, o atacante mostrou que pode ajudar muito o Bugre na Série B do Campeonato Brasileiro. Minutos depois de perder um gol feito, o artilheiro acertou um belo voleio na entrada da área e garantiu a vitória campineira por 1 a 0 sobre o Ipatinga, na noite desta terça-feira, no Brinco de Ouro, em Campinas, pela abertura da nona rodada do Brasileiro.
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O lance levou o camisa 9 no céu depois de passar minutos antes pelo inferno. No início da segunda etapa, Schwenck teve a bola do jogo e, livre na pequena área, acertou o travessão. O inacreditável lance não foi nada, porém, perto do gol. Após lançamento, o veterano de 33 anos matou a bola no peito e, sem deixar a bola cair, acertou o ângulo de Bruno.
A suada vitória serviu para reabilitar o Guarani, que não vencia há quatro rodadas. Agora, o Bugre alcançou os dez pontos e deixou definitivamente a zona de rebaixamento. Os campineiros dormem na 13ª posição pelo menos até o completamento da rodada, entre sexta e sábado. Enquanto isso, o Ipatinga perde o sexto jogo seguido e, com quatro pontos, continua na vice-lanterna.
Os dois ganham agora pelo menos dez dias de folga da Série B. Como a nona rodada ainda terá jogos na sexta e no sábado, as equipes voltam a campo somente no fim da próxima semana. O Ipatinga recebe o Barueri, no dia 13, às 21h, no Ipatingão, em um duelo direto entre times que estão na zona de rebaixamento. No dia seguinte, o Guarani visita o Bragantino, às 16h20, no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, partida que também opõe adversários que rondam a zona de rebaixamento.
Marcação supera a (falta de) criatividadeNum confronto em que as duas equipes estão na zona de rebaixamento, era previsto que a marcação superasse a criatividade. Foi isso que aconteceu quando a bola rolou. Guarani e Ipatinga entraram em campo com cinco meio-campistas, o que embolou o setor e dificultou demais a troca de passes. Nos pouquíssimos espaços que sobraram, os meias ainda tentaram alguma coisa diferente.
Logo a um minuto, Wellington Bruno pegou um rebote na entrada da área e arriscou o chute de longe. A bola saiu com curva, mas Emerson não se enganou com a trajetória e espalmou para longe. O Ipatinga, aproveitando a falta de ritmo de Oziel, buscou a todo momento ataques pelo lado esquerdo, nas costas do camisa 2 bugrino.
A resposta veio do outro lado do campo. Se Oziel não estava 100% fisicamente, Bruno Recife e Danilo Sacramento comandavam as ações ofensivas do Guarani. Nos pés do camisa 8 é que surgiu a grande chance do primeiro tempo. Danilo cobrou escanteio na cabeça de Renato Ribeiro, que subiu mais que o marcador e desviou para o gol. Bruno, bem colocado no meio, impediu o gol do time da casa.
Essa foi a única chance que o Bugre teve de finalizar sem marcação. O desespero pela falta de espaços era tanto que Jackson, volante cuja função primordial é desarmar, arriscou uma finalização de muito longe. A bola saiu torta, sem perigo algum para Bruno. Na resposta, bela trama do ataque mineiro. Chiquinho, novamente nas costas de Oziel, invadiu a área e ficou frente a frente com Emerson, mas preferiu rolar para Laécio. O passe saiu fort, e o Ipatinga perdeu uma excelente oportunidade de aumentar o desespero do Guarani.
Ainda carente de um meia criativo para liderar as investidas ao ataque, o Bugre só foi perigoso nos pés de Danilo Sacramento. Kleiton se mostrou novamente perdido como atacante, e Renato era anulado pelo trio de volantes do Ipatinga. O camisa 8, então, chamou a responsabilidade e teve a última chance de marcar, em chute cruzado no canto esquerdo. Bruno defendeu bem e deixou a primeira etapa sem gols.
Artilheiro faz golaço e confirma vitória do Bugre
A lentidão do meio-campo e do ataque irritou Vadão, que, mesmo mantendo os 11 jogadores que iniciaram a partida, alterou o modo de jogar do Guarani. Kleiton Domingues foi recuado para o meio, enquanto Renato Ribeiro virou o companheiro de Schwenck. No Ipatinga, nada de mexida. Mazola manteve o forte sistema defensivo e uma parede com três volantes à frente dos zagueiros.
A lentidão do meio-campo e do ataque irritou Vadão, que, mesmo mantendo os 11 jogadores que iniciaram a partida, alterou o modo de jogar do Guarani. Kleiton Domingues foi recuado para o meio, enquanto Renato Ribeiro virou o companheiro de Schwenck. No Ipatinga, nada de mexida. Mazola manteve o forte sistema defensivo e uma parede com três volantes à frente dos zagueiros.
A postura das duas equipes também foi diferente. Com Kleiton na função de puxar os ataques, o Guarani melhorou e quase marcou em grande jogada. Jackson achou Kleiton na entrada da área. O meia tabelou com Schwenck, passou pelo marcador e deixou a bola para Bruno Recife, que ajeitou para o pé direito e bateu, mas foi travado. No rebote, Renato Ribeiro tentou nova cabeçada, mas Bruno defendeu sem dar rebote.
O Ipatinga respondeu em lance de muito perigo. Chiquinho passou por Oziel na esquerda e ajeitou para Wellington Bruno. De primeira, o meia encheu o pé direito e quase marcou um golaço no Brinco de Ouro. A bola saiu por cima do travessão e assustou Emerson. O susto quase virou felicidade: na ida ao ataque, o Guarani criou sua melhor oportunidade. Schwenck aproveitou rebote e, na pequena área, bateu no travessão, para desespero dos bugrinos. A bola teimava em não entrar.
Com o Guarani no controle do jogo, coube ao Ipatinga o contra-ataque. Ainda mais quando Chiquinho, machucado, deu lugar a Leandro Brasília - Mazola também tirou Laécio para apostar na velocidade de Eliandro. Trocas também no Bugre: Oziel, Jackson e Renato Ribeiro foram substituídos por Medina, Ademir Sopa e Thaiguinho.
Com sangue novo dos dois lados, a partida ganhou em velocidade. Mas nem foi isso que decidiu a partida, e sim o inesperado. Na base do desespero, Medina alçou bola na área. Schwenck matou a bola no peito e enfiou o pé direito. A bola morreu no ângulo direito e acabou com a agonia do Guarani. A vitória ainda teve um capítulo final, quando Wellington Bruno, destaque do Ipatinga, recebeu o cartão vermelho em lance com Danilo Sacramento.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte

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