Peñarol e Santos criam chances, mas ficam no 0 a 0 na final em Montevidéu por ESPN.com.br

O placar final em Montevidéu não refletiu o duelo. Peñarol e Santos ficaram no empate, por 0 a 0, nesta quarta-feira à noite, pelo primeiro jogo da final da Copa Libertadores de 2011. Porém, o ímpeto ofensivo das duas equipes, o talento e o espírito de decisão mostrado dentro e fora de campo seriam melhor representados com gols para os dois lados.

O time uruguaio chegou a ter um gol de Diego Alonso corretamente anulado, aos 41 minutos do segundo tempo, e a equipe brasileira perdeu boas chances com Zé Eduardo. Sem a rede balançar nenhuma vez, a decisão do título da competição sul-americana ficou para a próxima quarta-feira, dia 22 de junho, no estádio do Pacaembu em São Paulo.

Por enquanto, o Santos segue firme em busca do tricampeonato da Libertadores, enquanto o Peñarol mantém vivo o sonho do hexa. Pelo empate obtido fora de casa, o Peixe leva pequena vantagem para tentar levantar a taça diante de seus torcedores. Vale lembrar que na final não existe o critério de gols marcados como visitante. Qualquer empate na segunda partida leva a decisão para os pênaltis.

O jogo - O Santos teve três desfalques em Montevidéu: o zagueiro e capitão Edu Dracena, suspenso, os laterais Jonathan e Léo, machucados. Com isso, o técnico Muricy Ramalho mandou a campo Bruno Rodrigo, Pará e Alex Sandro. Apesar da bonita festa da torcida uruguaia e da pressão vinda das arquibancadas, a equipe brasileira conseguiu controlar os nervos e fez um confronto equilibrado.

Com boa troca de passes e um tempo posse de bola levemente superior ao adversário, o Santos teve algumas boas chances no ataque, durante o primeiro tempo. Mas o Peñarol também ameaçou, principalmente em jogadas de velocidade, demonstrando igualdade das ações entre os dois times.

A melhor oportunidade santista foi em um chute de Alex Sandro pela esquerda, defendido pelo goleiro Sosa, após bom lance de Neymar, aos 25 minutos. Mas o grande susto mesmo foi dos uruguaios, aos 45 minutos. Darío Rodríguez recebeu sozinho na área pela esquerda, tentou encobrir o goleiro Rafael, mas a bola saiu por cima do gol. Antes, Bruno Rodrigo, com uma cabeçada que tocou no travessão, e Oliveira, em um vacilo da zaga alvinegra, também ameaçaram para os dois lados.

No intervalo, Neymar deixou o campo reclamando bastante de perseguição do árbitro após um cartão amarelo recebido. Na jogada, o juiz paraguai Carlos Amarilla entendeu que o atacante simulou uma falta, mas Neymar disse que não se jogou e aidna levou uma pancada do adversário.

Os lados de campo se inverteram, mas o panorama do duelo continuou igual na segunda etapa. Equilíbrio, apreensão e chances importantes para brasileiros e uruguaios. A primeira delas, logo aos 3 minutos, foi para o Santos, mas o atacante Zé Eduardo chutou em cima do goleiro. Zé Eduardo ainda desperdiçaria outra oportunidade de gol, aos 27 minutos, cabeceando para fora.

Então, em três minutos, dos 28 aos 30, o Peñarol também esteve perto de abrir o placar. No entanto, o goleiro Rafael fez boas defesas em finalizções e Martinuccio e Estoyanoff, e depois Oliveira errou o alvo.

Muricy trocou Elano por Alan Patrcik, e depois Zé Eduardo por Bruno Aguiar, e o ímpeto ofensivo das duas equipes permaneceu. Nos últimos cinco minutos, o Peñarol pressionou, e Diego Alonso chegou a balançar as redes após passe de Luís Aguiar, mas o bandeirinha viu impedimento e acertadamente anulou o gol. Com isso, o 0 a 0 persistiu até o apito final, e a decisão ficou para o duelo no Pacaembu.
Santos e Peñarol no 0 a 0
 Fonte :  O  Estado de São Paulo.

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