Bottas estraga festa de Hamilton e lidera dobradinha da Mercedes na Rússia. Vettel larga em 3º

Quem apostou todas as fichas em Lewis Hamilton acabou perdendo. O britânico, que começou o treino classificatório deste sábado (29) com ares de favoritismo, foi surpreendido pelo companheiro de equipe Valtteri Bottas. Em Sóchi, onde conta com bom retrospecto, o finlandês tirou uma carta da manga e venceu a disputa interna da Mercedes quando mais importava – no Q3.
A Ferrari, por sua vez, surpreendeu. Mas pelo pior motivo possível: a equipe italiana teve aquele que pode ser considerada sua pior classificação no ano, não chegando nem perto de ameaçar a Mercedes. A sorte de Sebastian Vettel é que, sem a Red Bull para ameaçar, o terceiro lugar no grid ficou garantido. Kimi Räikkönen, voltando a ser derrotado na briga interna, parte do quarto lugar.
F1 2018, GP DA RÚSSIA; SÓCHI; SÁBADO; MERCEDES; VALTTERI BOTTAS
© Grande Prêmio F1 2018, GP DA RÚSSIA; SÓCHI; SÁBADO; MERCEDES; VALTTERI BOTTAS
Valtteri Bottas (Foto: Mercedes)
Importante destacar também que, apesar das voltas rápidas registradas, cinco pilotos vão largar no fim do grid para cumprir punições por troca de peças do motor. Daniel Ricciardo, Max Verstappen, Pierre Gasly, Brendon Hartley e Fernando Alonso são os contemplados.
O GP da Rússia está marcado para as 8h10 (de Brasília) deste domingo.
Saiba como foi o treino classificatório do GP da Rússia

O Q1 começou pontualmente às 9h (de Brasília), quando Lance Stroll e Kevin Magnussen deixaram os boxes. O dinamarquês foi o primeiro líder do treino com o competitivo tempo de 1min34s078.
Claro, Magnussen não resistiria aos pilotos de ponta. Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen tomaram as duas primeiras posições em seguida – o alemão fez 1min33s534, 0s266 melhor que o finlandês. Mas aí a Mercedes, com Valtteri Bottas, conseguiu o tempo de 1min33s170, já retomando as rédeas. 
Curiosamente, Lewis Hamilton fez apenas o décimo tempo após perder muito tempo no terceiro setor. O britânico, assim, se viu na rara situação de temer uma eliminação no Q1: cinco pilotos ainda não tinham nem anotado volta, o que provavelmente faria Lewis dar outra volta rápida para evitar sustos.
Restavam sete minutos de Q1 quando Max Verstappen e Daniel Ricciardo deixaram os boxes, provavelmente para avançar ao Q2 sem problemas. Isso colocaria Hartley e Alonso na zona de eliminação, assim como Sirotkin, Vandoorne e Stroll. A dupla da Williams, a dupla da McLaren e uma Toro Rosso.
O tal risco de Hamilton foi eliminado pouco depois. Com a volta de 1min32s825, o britânico disparou para a primeira colocação. A dobradinha da Mercedes, já vista nos treinos livres, voltou a se formar.
O fim do Q1 ganhou em intensidade porque a dupla da Renault se viu pouco acima da zona de eliminação. Nico Hülkenberg, por exemplo, teve uma última volta das mais fracas e ficou torcendo para ninguém melhorar. Deu certo: um pouco por conta de Sirotkin, que rodou e acionou bandeiras amarelas, o quinteto da zona de eliminação não teve chance de progredir.
O Q2 logo começou, e já com uma nova briga particular entre os pilotos da Mercedes. Hamilton conseguiu 1min32s595, sendo 0s149 melhor que Bottas. O britânico perdeu no segundo setor, mas tinha boa vantagem nos outros dois. Boa vantagem também tinha a Mercedes sobre a Ferrari: Vettel foi 0s450 pior que Hamilton na volta lançada.
A briga mais apertada era a das equipes médias. Leclerc aparece como melhor do grupo, 0s1 melhor que Grosjean, Ocon e Magnussen. A disputa valia as seis vagas do Q3 restantes – seis e não quatro, consequência da decisão da Red Bull de nem sair da garagem no Q2. A equipe largaria no fim do grid por trocar peças do motor.
No fim das contas, o Q2 ganhou ares de decepção. Além de Verstappen, Ricciardo e Gasly, que largariam do fim do grid de qualquer jeito, Hülkenberg e Sainz não viram sentido em tentar ir ao Q3. Dessa forma, todo mundo que deixou a garagem e fez volta se garantiu: além das duplas de Mercedes e Ferrari, Leclerc, Grosjean, Ocon, Magnussen, Pérez e Ericsson estavam na fase final da sessão.
O fim do Q2, aliás, foi dos mais peculiares. Hamilton, Vettel e Räikkönen abriram voltas com pneus hipermacios, mas abortaram. Isso tudo para blefar e tentar confundir uns aos outros. No fim das contas, os três optaram por manter os melhores tempos com ultramacios, que seriam os pneus utilizados na largada. 

  Varjota Esportes - Ce.            /          MSN.

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