As
chances de ambos escaparem do rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro é
baixa. Mas no "duelo dos desesperados" da segunda divisão nacional, o
Barueri reacendeu a esperança e levou a melhor, vencendo o Ipatinga por 2 a 0
na noite desta terça-feira, na Arena Barueri. Se mesmo com o triunfo a situação
do time paulista é dramática, do lado mineiro o fundo do poço parece cada vez
mais próximo.
As posições na tabela não se alteraram. A vitória manteve os
donos da casa na vice-lanterna, agora com 21 pontos. O Ipatinga segue na última
colocação, com 18. O primeiro time fora da zona de rebaixamento, atualmente, é
o CRB, com 29. O time alagoano ainda vai a campo nesta rodada, no próximo
sábado, contra o Avaí.
Na próxima terça-feira, a Abelha viaja a Bragança Paulista para
mais uma batalha de vida ou morte contra o Bragantino, atual 18° colocado, três
pontos à sua frente, às 19h30m. Um pouco mais tarde, às 21h50m, o Ipatinga
recebe o Joinville, time que ainda luta por uma vaga no G-4.
‘Mau visitante’ domina, mas Abelha sai na frente
‘Mau visitante’ domina, mas Abelha sai na frente
Desde o apito inicial, o Ipatinga não se intimidou por jogar
fora de casa. Se no primeiro turno, jogando como visitante, o time da Grande
São Paulo aplicou 3 a 0 nos mineiros, a história, desta vez, parecia diferente.
Adiantado e sem pensar em retranca, o Tigre criava as melhores chances, principalmente
nas jogadas rápidas de Gedeílson, pela direita, e Max Carrasco, pelo
meio-campo.
A atitude dos comandados de Eugênio Souza surpreendeu, já que o
retrospecto do Ipatinga jogando longe dos próprios domínios, definitivamente,
não favorecia. Em 14 jogos, apenas uma vitória, dois empates e 11 derrotas.
Ainda assim, a equipe viajou a São Paulo determinada a provar que ainda pode
escapar da Série C, mesmo que a distância para o primeiro time fora da zona de
degola fosse de 11 pontos (mais da metade de tudo o que o time conquistou no
torneio inteiro).
O excesso de passes errados do Barueri irritou o técnico Roberto
Cavalo antes que o relógio atingisse a metade da etapa inicial. Os donos da
casa detinham a posse de bola por tempo bastante reduzido, assistindo a uma
série de cruzamentos e chutes de longe desferidos pelo Ipatinga. A criatividade
da Abelha era nula: defesa e ataque não se entendiam, deixando as “portas
abertas” para que o adversário abrisse o placar.
Porém, o duelo colocava frente a frente os dois piores ataques
do Campeonato Brasileiro da Série B. Em 28 jogos, o Barueri marcara 22 gols,
contra 24 do Ipatinga. E mesmo com o Tigre criando mais, ambos os setores
ofensivos honravam o retrospecto, passando longe nas raras chances efetivas.
Destaque para o baixo aproveitamento no jogo aéreo: faltava precisão aos
atacantes Magrão e Rogélio Ávila nos cabeceios.
Mas na única oportunidade de verdade criada pelos donos da casa,
ironicamente, o próprio Magrão aproveitou vacilo da zaga mineira, posicionou-se
às costas dos defensores e chegou antes do goleiro Helton Leite para empurrar
de cabeça para as redes, aos 37 minutos. E o ditado “quem não faz, toma” se
reafirmou na Arena Barueri.
Faísca de esperança para os donos da casa
Para a etapa complementar, Roberto Cavalo sacou seu camisa 10, Roninho, que praticamente não apareceu no primeiro tempo, para tentar ampliar as chances com Thiago Elias. Bem mais disposto que o companheiro, o jogador renovou o gás do Barueri, arriscando chutes de fora da área e fazendo com que os donos da casa utilizassem os flancos, pouco frequentados antes do intervalo, para tentar cruzamentos.
Faísca de esperança para os donos da casa
Para a etapa complementar, Roberto Cavalo sacou seu camisa 10, Roninho, que praticamente não apareceu no primeiro tempo, para tentar ampliar as chances com Thiago Elias. Bem mais disposto que o companheiro, o jogador renovou o gás do Barueri, arriscando chutes de fora da área e fazendo com que os donos da casa utilizassem os flancos, pouco frequentados antes do intervalo, para tentar cruzamentos.
Sem se acuar, mas ainda abalado pelo gol, o Ipatinga esbarrava
nas próprias deficiências técnicas. Passes errados, lançamentos sem destino,
falta de criatividade... A única esperança veio nos pés de Léo, que pegou sobra
da defesa paulista e chutou forte, de dentro da área, mandando por cima do
travessão do goleiro Rafael. Rogélio Ávila, voltando de lesão após seis meses,
sentia a falta de ritmo de jogo.
Com a vantagem no placar, o Barueri ainda teve diversas
oportunidades de ampliar o marcador, mas passou a maior parte do tempo restante
administrando o resultado. Quando tudo parecia definido, Thiago Elias fez
belíssima jogada individual, driblou Eron na entrada da área e chutou rasteiro,
colocado, no canto esquerdo de Helton Leite.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte
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